domingo, 31 de maio de 2015

Só viver não basta? Ou, a memória das meias.

Outro dia, um pouquinho do frio deste começo de inverno ameaçou me incomodar. Mexi, remexi minhas gavetas e dei com um par de meias 3/4 de algodão marrom. Nossa, foi como alcançar um ponto perdido da memória e num flash retornei a 1998, quando comprei as ditas meias. Velhinhas, mas de boa qualidade.
Escolhi com cuidado meias longas e de cor escura para preparar-me para uma viaje à Europa. Precisava proteger-me do frio, mas precisava mais garantir não usar meias encardidas. Comprei outras, pretas, que não aguentaram tanto. Nos anos seguintes, levei-as para outros lugares, não tão "tops", mas não menos legais.
As lembranças são maravilhosas, mas a sensação do tempo que já passou, desde o dia em que eu escolhi aquelas meias é que me impactou.  17 anos que passaram num flash. E o que eu estava fazendo nesse tempo, só vivendo?
E viver não basta?
Estou quase achando que minha vida está passando rápido demais. A minha adolescência passei jogando handebol e, através do esporte, viajando. Minha primeira juventude (inventei agora o termo, será que pega?) passei entre a delícia de iniciar na faculdade, na profissão de professora e a vertigem de viajar muito pelo Brasil, Europa e América Latina. Minha segunda juventude (porque eu ainda me sinto jovem) estou vivendo na tranquilidade de uma profissão estável, de um casamento amoroso e na loucura que é gerar e criar três filhos. Não viajo tanto, porque a família é grande, mas o caminho não é nem um pouco monótono.
Isso é viver.  E o melhor da vida é carregar e produzir lembranças próprias e também nos outros. Fico pensando em quantas lembranças devo viver? Nossa vida não é única, ela se multiplica durante o tempo em que compartilhamos nossa existência com outras pessoas. quantas pessoas vivem e existem nas minhas lembranças? Quantas pessoas compartilharam momentos importante da minha vida e agora nem lembro mais do seus nomes? Quantas pessoas recordam momentos que viveram comigo e desejam me rever?
Viver é uma coisa louca, impossível de dimensionar, impossível de definir.
Minha vida transborda e sempre irá transbordar, porque eu não vivo para menos. E vivo e minha vida me basta. Acho que isso é felicidade. Então, eu sou feliz. Acabei de definir.
O resto não existe.

sábado, 30 de maio de 2015

QUEM TEM MEDO DO PROFESSOR?

Tenho lido as postagens sobre o projeto de lei "Escola sem partido", do deputado estadual Marcel van Hattem e estou tentando entender no que esta lei fará diferença na educação e quais objetivos podem estar por traz dela. Muitos, com certeza.
Na página do Facebook deste deputado, encontro uma postagem que faz referência a uma matéria no Jornal do Almoço e diz em letras garrafais: PROFESSORA COMUNISTA CHAMA ESCOLA SEM PARTIDO DE MORDAÇA. Será que o adjetivo comunista tem o objetivo de depreciar a professora?
Em seguida diz que a tal professora é filiada no PCdoB e dirigente do CEPERS. Outra pessoa criticada é o petista do SIMPRO também é contra o projeto. A filiação partidária dos professores é exposta para dar a entender que estes professores querem mesmo fazer doutrinação partidária ou ideológica nas salas de aula. Mas o senhor Marcel van Hattem não tem exposto seu partido na capa da página do Facebook para, talvez, nos dar a entender que não tem partido, tipo o meu partido é o Brasil. Não, o partido dele é o PP, que encontro em letra miúdas, Como se chama quem é do PP? Pepista?
A ideia toda dá a entender que quem é contra o projeto, é a favor da doutrinação. EU SOU CONTRA o projeto, mas não sou a favor de doutrinação nenhuma. Mas, penso que quem ocupa seu tempo para elaborar, defender e discutir um projeto destes não sabe mesmo dos reais problemas de educação neste país. Acredito que episódios que poderiam ser chamados de doutrinação acontecem em algumas escolas e com alguns professores, em diferentes momentos e por diferentes ideologias, esquerda, direita, religiosas, mas não são o corrente nas salas de aula.
O corrente nas salas de aula deste país, senhor pepista ou progressista Marcelo van Hattem, são professores desvalorizados por salários baixos e falta de estímulo para continuar na profissão; são salas de aula precárias, com goteiras, ou muito quentes, ou muito frias, ou muito pequenas, ou muito úmidas; são escolas que precisam ficar o tempo todo ajustando seus projetos pedagógicos porque entra e sai partido do governo e cada um tem um projeto mais mirabolante que o outro. Como este que o senhor tenta emplacar...
Eu pergunto para quê? O senhor também tem medo de que uma horda de comunistas invada o Brasil? Ou também acha que os professores massacrados no Paraná eram comunistas e o governo psdebista não teve outra alternativa senão "baixar o cacete"?
Sei lá. Depois deste projeto que quer que em cada sala de aula seja afixado um cartaz, com o título DEVERES DO PROFESSOR e todos os artigos desta lei, acho que baixou o nível total de respeito ao professor. Cada vez o professor tem mais deveres e a sociedade toda, inclusive este deputado, faz de conta que não vê a dificuldade que temos em " simplesmente" dar aula. Com esta lei, afixada nas nossas costas temos que dar aula, tomar cuidado em tudo o que vamos dizer, pois qualquer um agora  pode interpretar de qualquer jeito o que foi dito, sem contexto nenhum e nos aplicar OS RIGORES DA LEI.
Minha indignação é tanta que os leitores podem imaginar sozinhos o que nos resta depois desta lei. Talvez, seja melhor acabar com a profissão professor e fazer um monte de vídeo aulas para os alunos aprenderem em casa de acordo com a "ideologia" da família. Chega de escola, porque nela só trabalham "doutrinadores", não professores.
Quem sabe, se no lugar de ocupar seu tempo com essa "escola sem partido" não desenvolva um projeto que permita às escolas serem realmente um lugar de democracia, que possam decidir com a comunidade escolar seus projetos de ensino, com conselhos escolares fortes e participativos, sem ter que fazer o que o governo de um partido ou de outro partido inventou. Por que o senhor não coloca seu mandato em favor da escola pública, e incentive os pais a participarem das reuniões escolares, a participarem dos conselhos e assembleias escolares, a decidirem em conjunto os rumos da escola dos seus filhos? Desse jeito, se houver algum "professor doutrinador", a comunidade escolar legitimada pela participação nas decisões da escola, dará conta dele.
Ou essa ideia de democracia é muito "esquerdista" para o senhor deputado  do PP?



domingo, 17 de maio de 2015

Como ser chique na padaria!

Veja bem, eu, na padaria, na fila, esperando para comprar uns "cacetinhos". Na minha frente um bocado de pães integrais de todos os tamanhos. Chega um rapaz, bonitão, pega dois pães, olha e e pergunta para alguém que eu ainda não vejo: "Quinoa ou Chia?". A mulher, que agora eu vejo, responde alguma coisa. Ela junta-se a ele na fila e escolhe uns risoles. Não vou entrar no mérito de falar se o casal parecia ou não seguir dieta, mas na questão das dietas.
Ao mesmo tempo em que a indústria das dietas e das comidas mais se esforça em encontrar cada grão plantado em algum local ermo do planeta ( Você sabe da onde vem a quinoa ou a chia?) e globalizá-los, mais eu tenho vontade de comer enlatados, embutidos ou congelados. Parece que eu fico mais próxima de um pão de hamburguer do que do trigo sarraceno.
Com tantos nomes diferentes, escolher comida saudável virou um suplício. Parece que quanto mais desconhecido, mais eficaz, veja o goji berry. Você conhece?
Não sei qual a diferença de um pão feito com quinoa de um pão feito com chia. Mas que fica "chique" encher o carrinho com coisas feitas com nomes diferentes, ah isso fica. Se a gente como tudo misturado com risoles, ninguém vê né!? Não interessa mais ser saudável, mas parecer ser.
E eu sai com uns cacetinhos e uma rosca de polvilho... Sem nenhum glamour.

sábado, 2 de maio de 2015

O primeiro dia do resto da minha vida

Gosto de pensar que todo dia é o primeiro dia. Fica mais fácil assim, não fica? Todo dia posso fazer novamente a minha opção de ser feliz, ou não.
Quando o despertador toca, que m*, todo mundo pensa. Eu também. Mas, tenho muito o que fazer e não posso ficar deitada nem mais um minuto. Quer dizer, posso, porque o despertador toca uns 15 minutos antes da hora limite de pular da cama. Um truque que aplico em mim mesma. Dormir mais um pouquinho...
Quem nunca...
Todo mundo tem uns truques que aplica em si mesmo para tentar dar uma volta nos seus desejo mais primordiais e continuar na sanidade.
Por isso eu também gosto de pensar que cada dia é um novo começo. Mesmo que venha com enredo predeterminado, aquele que eu comecei no dia anterior, na semana anterior, no início da minha vida... Esse é outro truque que aplico em mim mesma. Como estou aplicando agora.
Essa postagem é um novo começo para este blog. Vou escrever todo o dia (risos meus). Observando as datas das últimas postagens é possível confirmar minha afirmação (risos seus).
Deixemos de falar de mim.
Vou deixar esta pergunta para meus leitores. Quais são as pequenas mentirinhas, os pequenos truques que você aplica me si mesmo para manter a sanidade. (Porque a sanidade precisa ser mantida, através de pensamentos e ações. Não recebemos de graça, sem esforço.)
Quais são?! Prometo pensar neles e talvez adotá-los.


domingo, 26 de janeiro de 2014

O dia em que descobri que sou feliz!

Hoje a tecla de shift do teclado voltou a funcionar. Tenho novamente minúsculas e maiúsculas, pontos e vírgulas. Não sei até quando, porque isso já aconteceu antes e de um dia para o outro pufff, deixou de funcionar de novo. Sou meio antiga, por isso, fico constrangida  quando escrevo  sem acentos ou maiúsculas ou pontos, uma escrita nua.  Parece que estou dizendo mentiras e me fazendo passar por alguém que não sou. Pudores!!!! Quisera viver a vida sem pudores.
Mas o título da postagem não fala disso, fala do dia em que descobri que sou feliz. Foi hoje? Não! Hoje descobri que tenho shift.
Foi outro dia desses, em que tinha voltado de uma passagem de 10 dias pelo litoral, depois que as crianças já estavam dormindo e eu, ainda sem adormecer, deitada minha cama, sentindo a presença tranquila do meu amor ao meu lado, percebi que sou feliz, muito feliz. Simples assim!
Desculpem-me se esperavam algo mais "fireworks", mas a realidade é mais simples do que a gente sempre espera. Então, ser feliz, é simples. simples e inesperado, assim com a tecla shift que voltou a funcionar.

domingo, 2 de junho de 2013

A vida é mesmo feita de decisões...

Ultimamente tenho tomado a decisão de não escrever. Não sei porque se escrever é tão bom!
Acho que seria melhor se não fosse a preguiça.
Não posso dar outro nome para isso, mesmo que eu queira. até porque eu posso me isentar de culpa, se culpo a preguiça. Todo mundo sente um pouco de preguiça, às vezes, então o público pode se identificar comigo e eu me sentirei um pouco mais feliz.
Agora, se eu disser, como disse nas primeiras postagens deste blog, que eu estava no fundo do poço, aí é diferente. Vão me ligar, perguntar como eu estou, achar que eu preciso de remédio.
Mas tudo são palavras... como eu realmente estou, ninguém sabe.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Quem sabe....

Quem sabe vou voltar a escrever com frequencia.
Quem sabe, se eu voltar a escrever com frequencia eu consiga baixar a minha pressão kkkkkk
Quem sabe, você dá uma olhadinha nas minhas postagens antigas e vê se eu dou pra coisa...
quem sabe, daí, com um estímulo, eu volte a escrever.
Bjs

sexta-feira, 22 de abril de 2011

TEMPO

Recebi esta semana dois comentários numa postagem antiga bem do início do blog, sobre emagrecer. Acho que forma da mesma pessoa. Espero que ela possa ler minha resposta.
Em fevereiro de 2008, resolvi emagrecer. Depois disso, quem me conhece sabe que tive o Tyler, que está hoje com um ano de 5 meses. Lindo como todos os outros foram. O Vinicius está com 10 anos e o Dylan com 5 anos.
Então,emagreci,mas engordei de novo... rsrsrsrsrsrs
Agora, estou, me parece,na mesma fase que quando escrevi aquela postagem. Quero emagrecer.
Mas, haja tempo!
Faço tanta coisa...
Posso dizer para o meu amigo ou amiga anônima que não desisti. Nunca desisto, mas posso adiar um pouco as coisas. Ë não dá para fazer tudo ao mesmo tempo.
Na semana que vem come'co uam dieta.... depois da Pascoa!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Brincadeira de criança

Da cozinha, escuto meus filhos mais velhos combinarem que vão brincar de espadas. Presto atenção, porque, muitas vezes, essa combinação vem precedida do choro do menor que foi atropelado pelos dois"grandões"que não conseguem conter a euforia da nova brincadeira. O choro não vem, o que me tranquiliza. continuo atenta aos barulho da sala e escuto a conversa dos dois no meio da brincadeira. "Você não pode fazer este golpe, porque seus pontos de habilidade são poucos". "Então, eu vou usar magia!" "Há, perdi uma vida, preciso de mais ... " "Agora aumentei um ponto em força."
Logo, não entendi bem, achei que eles estavam jogando videogame. Fui para a sala e observei-os brincar. Se eu não soubesse quais os jogos de videogame que eles jogam, não compreenderia o diálogo. Fiquei pensando na minha infância... Como era diferente!
Ou não?!
Meu universo mágico era outro. Nossas fantasias faziam parte do nosso contexto. As crianças de hoje são iguais as de ontem, só que o mundo mudou. Elas tem acesso muito cedo a uma quantidade de informações que nós não conseguimos conceber, nem acompanhar. Então, só nos resta criticar, dizer que a infãncia não é mais a mesma, que no nosso tempo era melhor.
Outro dia li num jornal um artigo que falava sobre isso, mas a respeito de adolescentes. Seriam os adultos que deixavam os adolescentes com problemas, porque não aceitava o seu modo de ser.
Fiquei pensando sobre isso, e, quando vi meus filhos brincando consegui compreender um pouco mais. Afinal, eles estavam brincando... Será que eu queria que eles brincassem de polícia e ladrão jnto com o Rin-tin-tin?
Parece que precisamos observar mais nosso filhos, compreender o que eles falam, suas brincadeiras, suas gírias, suas fantasias e brincar junto... Podemos falar das nossas brincadeiras, é claro, mas temos de aceitar e respeitar o mundo deles. Nossos filhos são criança do século XXI e isso nós não podemos compreender, apenas imaginar.
Penso que tudo ficaria mais fácil se os pais ouvissem mais seus filhos e aceitassem suas diferenças. Porque isso não significa deixar de ser pai ou mãe, deixar de ter autoridas, significa apenas que podemos aprender com eles.
eu quero também ensinar a meus filhos sobre o meu ponto de vista a respeito das coisas, quero mostrar que o mundo tem uma história imensa e para cada botão que eles possam apertar hoje, milhares de horas, dias, anos foram gastas por outras pessoas pensando, tentando, criando.
vou dormir pensando nisso, porque já não tenho mais poção de ficar acordada...

domingo, 20 de junho de 2010

Manhãs de domingo!

Eu adoro as manhãs de Domingo. Para mim, é o único pedaço do final de semana que restou para nós. A vida moderna, ou pós-moderna, vem engolindo vertiginosamente o final de semana.
Já faz muito tempo que o sábado não é mais final de semana, porque os compromissos da semana o invadiram totalmente. No sábado, a gente ainda trabalha, leva os filhos os compromissos, lava o carro, arruma a casa, vai ao supermercado, faz compras, lava roupa, etc... Cadê o descanso?
O final de semana só começa no sábado à noite, porque eu sei que depois vai chegar a manhã de Domingo. Aí sim, posso acordar tarde, ficar de pijama até a hora do almoço, não cozinhar e buscar comida em algum lugar, tomar um banho beeem demorado, ver as notícias na internet, postar comentários no blog, etc. Claro, que o meio disso, tenho os meninos para atender, mas mesmo assim, nada estraga minhas manhãs que só terminam lá pelas três da tarde.
Depois disso, acabou o final de semana!
Todo mundo sabe que o Domingo só tem manhãs. Depois do almoço bate uma sensação estranha de proximidade com a segunda-feira e a gente não consegue mais curtir nada tranquilo, porque o trabalho espera logo ali.
Mas hoje tem jogo do Brasil, quem sabe o Domingo dure um pouquinho mais!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mãe

Estou há um tempão com essa postagem ruminando na minha cabeça. Agora que sou mãe de três meninos e por outras coisas que estão acontecendo por aí, fico pensando como é que a gente pode fazer para educar bem os filhos.
Não vejo receita fácil, tipo bolo de liquidificador. E não que tudo seja difícil, mas como é cansativo, como é cheio de detalhes, perturbador. A gente nunca sabe se está acertando ou errando. Ai, que medo!!!
Minha experiência com educação de filhos já tem 10 anos. Achei que com este tempo todo, já podia deixar rolar que tudo se ajeitaria. Ledo engano. Com certeza, nunca dá para deixar rolar. É preciso ter sempre a rédea na mão.
Meus filho tem 9 e 4 anos e o bebê já fez 6 meses. Cada um é um universo diferente e profundo. Cada um tem uma sede de mim que eu nunca consigo aplacar. Descobri que mãe nunca basta. Quer dizer, por enquanto, porque meu filho mais velho disse sorrindo: "Ah, mãe, eu já estou entrando na puberdade. Já posso tomar minhas decisões." Fiquei pasma! E olha que o assunto em questão era o uso ou não do cinto na calça. Nem quero pensar neste espaço em que mãe não entra.
Veja só que dilema: de um lado questiono a dificuldade em educar e do outro o horror em pensar que não precisam mais de minha educação.
Nunca pensei que fosse assim. Até quase trinta anos, nunca pensei em ter filhos família ou coisa parecida. Queria o mundo! Queria liberdade! Ter filhos estava tão distante. De repente, este filho surge na minha vida e eu, parecia que sempre esperara por ele. Parecia que minha vida não tinha sentido antes, era um desperdício. Agora, sou mãe e pronto.
Não quero que este post fique com cara de lamentação, porque não é. Sou muito feliz sendo mãe. Mesmo que isso carregue tanta responsabilidade. "Ser mãe é padecer no paraíso." Vocês lembram? Que controverso, quantas interpretações.
Antes de ser mãe, eu achava que ninguém precisava padecer, bobagem, dá pra ser mãe sem padecer.... kkkkkkkkkkk Não dá! Mesmo que este padecimento não seja um sofrimento físico ou emocional (não precisa ser mesmo) existe. Existe porque o filho é como uma parte de nós solta, desprendida, flutuante. Não dá para ter controle. Só dá para encaminhar, delicadamente, com carinho, com sopros, com suspiros... Depois, temos que deixar ir. Só que como um pedaço de mim vai, eu vou junto. Que padecimento não ter controle...
Então, sou mãe. Me pergunto sempre: que tipo de mãe eu sou? Espero que a resposta esteja com meus filhos.
E ser pai? Como é?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A dor

I

Dói demais o pensamento

dor que angustia

que embaça

nem passa quando dorme

dor formigueiro

dor inquietação

só se modifica.

II

Dor de amor tem cura

música, poesia e aspirina.

água na cabeça

ar dentro do peito

e suspiro...

III

Alma não dói, se purifica.

Não se perde, nem se acha

nem se encontra.

A alma está.

IV

O corpo não dói, trabalha.

Dor do corpo é ilusão

pois o corpo não existe

ou não deveria...

O corpo é mensageiro.

V

O que dói mesmo é pensamento

que amanhece na gente.

Pensamento preso

engasgado

entalado

Precisa liberdade

pro pensamento acontecer,

porque pensamento transforma.

sábado, 24 de abril de 2010

EU

I

Que resposta é esta que não atinge?

Em que ponto estou que não me encontro?

em cada pedaço de mim

esquadrinho meus sentidos

percorro meus olhares

procuro-me na imensidão do eu

sou muitas

tantas

que perco a conta

entre um sorriso e um bocejo

Em que ponto estou que não me encontro?

em que detalhe

entre a costura e o desenho

me perdi?

Em que ponto estou que não me encontro?

Que pergunta é essa que não suspira?


II

Escrever é superação...

cada dia pode ser outro

caso ousemos as palavras certas

O que faz um dia?

Pulsação e respiração?

Mais

Sonho, medo e desafio

Fio que alinha nosso caminho

Fio que emenda nosso norte

Fio que cose nosso destino

O que faz um dia?

Palavras e silêncios?

Cada dia pode ser outro

caso encontremos os silêncios certos.

O que faz um dia?

Desejo e volúpia.

Mais

Pés e mãos

Procuras e encontros

Cada dia pode ser outro

Caso avistemos os horizontes certos

III

Estar presente em cada célula,

Em cada átomo do meu ser...

Cada fagulha que pulsa em mim sou eu?

Então me espalho pelo mundo

um fio de cabelo ao vento

saliva num copo de água

um pedaço de unha

uma gota de sangue

Sou eu que me desfaço

a conhecer outros lugares

a pertencer a outros seres

Como semente de mim

me encontro em todos os lugares

e floresço

porque só pode florescer quem

um dia se desprendeu de si

e encontrou o mundo.

IV

O que é o mundo?

Meus olhos sobre os ombros vêem o mundo?

Meus olhos através dos teus vêem o mundo?

Minhas mãos vêem o mundo?

Minha boca

O que faz ela senão ver o mundo?

E o mundo se faz?

V

Não sou sempre mulher.

Às vezes,

Sou eu.

Eu não tem sexo.

Só tem sexo o outro

O ele, o ela.

Pretendo assim

Estar antes de mim,

No começo,

Quando o ela

Não era eu.

VI

No espelho

dos olhos verdes

vejo segredos

em mim.

Embaçado

ele esconde

tento decifrar

Conhecer-se é olhar?

VII

Tudo de bom que habita em mim é suspiro.

VIII

Meu desejo não é mais virgem

Meus olhos procuram o baixo ventre das coisas

Dispo de idéias o corpo

A pele ensina

IX

Tudo o que sei fica escondido.

meus olhos não são mar

são floresta.

EU FAÇO DE TUDO E NADA ADIANTA

Esta postagem eu já tinha escrito há algum tempo atrás, mas pelo que me falam ainda é bem atual. Fiz algumas alterações, porque estava muito direcionada as pessoas que trabalham em escolas. mas, se você não conhece o ambiente escolar, talvez consiga visualizar na sua vida.

A frase que dá título ao meu post é uma frase que tenho ouvido muito e está começando a me irritar. Está irritando porque é uma frase que isenta o autor de qualquer "culpa" de algo que não está dando certo. É uma frase derrotada, acabada, vazia de possibilidades e extremamente genérica. Serve para qualquer situação, para qualquer escola, para qualquer vida, para qualquer pessoa, filho, mãe, chefe, etc...

O que é este tudo?

É tudo o que eu quero, é tudo o que eu posso, é tudo o que precisa, é tudo o que é necessário, é tudo o que me dizem para fazer, é tudo o que desejo??? Como a gente responde ao tudo?

"Tudo" é tudo e nada ao mesmo tempo.


Às vezes, acho que as pessoas não escutam a própria voz, porque se ouvissem entenderiam que não é possível esperar ajuda ou solução se tudo já foi feito. Quem quer ajuda precisa ser humilde, precisa descer do pedestal, precisa aceitar que não está conseguindo chegar aonde quer. Porque quem diz que já fez tudo não acredita que o outro possa ter alguma idéia, pois TUDO já foi feito.

Se for um professor, como eu sou, talvez, reste a possibilidade da aposentadoria, porque parece que ser professor se tornou uma prisão sem saída. Triste! Não posso fazer outra coisa porque já estou na metade do caminho da aposentadoria, porque se deixar de ser professor não vou ter outra coisa pra fazer.

Sei lá! Cada um pode escolher seu caminho para andar, ou não!?

Responda cada um esta pergunta, porque eu não tenho todas as resposta, não é?
Enquanto isso, vou filosofando a respeito do TUDO ou do NADA!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Vida Doméstica

Limpar, cozinhar, lavar, passar, esfregar,... e depois começar tudo de novo. É um círculo vicioso. Não tem graça, não tem desafio, não tem explicação. Não sou dona de casa, nem quero ser. Com certeza, me dá arrepios... que vida tinham nossas mães??
Mas, por outro lado, tenho uma casa, uma família, um lar... Como é que fica isso, porque suja... e suja muito uma casa com três crianças, dois adultos e um gato. Se fosse dona de casa, não ia parar nunca de limpar... e tempo para escrever no blog? E tempo para ver minha série preferida na tv? E tempo para um banho demorado? Para brincar com as crianças, para ler, para namorar?!
Desde a minha adolescência, tinha uma visão muito estressada das donas de casa, acredito que por influência do que eu via ao meu redor. Hoje, já penso diferente e ajo também. É claro que uma ajudante é importantíssimo, mas e se ela falhar, se eu no puder pagar, se ficar doente, se não encontrar ninguém disponível, se..se.. se..
Hoje, não temos ninguém de fora da família para nos ajudar. A primeira coisa importante para entender é que ninguém é "dona de casa"sozinha. Todos os que vivem na casa são também donos dela. Se isso tira um pouco de trabalho das nossas costas, tira também um pouco de poder. Não vai ficar tudo do jeito que a gente imagina, no mesmo lugar, com a mesma ordem, mas vai ficar muito mais democrático.( O que para mim não faz nenhuma diferença, mas eu sei que tem gente que morre se não deixar sua marca pela casa.)
Isso mesmo: sou a favor da democratização da vida doméstica.
Cada um faz um pouco no seu ritmo, na sua necessidade. É claro que precisa de uma coordenada de um adulto, principalmente, quando todas as crianças são pequenas. O bebê não pode ajudar, então é responsabilidade total de papai e mamãe. Mas os outros dois estão em plena idade de atividade. E se divertem...
"Vamos fazer tarefas?" Eu chamo... e começo a distribuí-las... Até 30 para tirar as almofadas do chão... Até 20 para guardar os sapatos... até 30 para limpar a areia do gato... e, enquanto isso, vamos também arrumando outras coisas... depois de uns 40 minutos está tudo apresentável e as crianças cansadas (o que é muito importante, né?!)
Depois disso, ainda dá tempo para contar histórias, brincar, lanchar junto. Outra coisa legal, é cozinhar com os pequenos.
Trocar o título de "vida doméstica" para "vida em família" seria bem interessante. Para mim, vida em família é isso, curtir todos os momentos juntos, mesmo que seja limpar a casa, que é a nossa casa. A gente fica cansada, fica exausta até, mas sempre tem um "fuffy" para amar a mamãe.
Ah! vamos lembrar que nada é possível se o casal não for um casal de verdade, daqueles que juram na saúde e na doença, na limpeza da casa, no almoço das crianças, na roupa suja na máquina de lavar, na fralda de cocô, no dia a dia, cada dia de uma vez. (Ele precisa ler este post????)
Acho que dá para sugerir um novo juramento no casamento... baseado na realidade da vida doméstica.
E o bebê.... já está chamando!!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Profissão: contraventor

Não fui eu quem disse, foi o Fantástico.
Eu estava assistindo tranquilamente (assim, do jeito que assiste uma mãe de três filhos) o show da vida neste domingo, quando aparece uma matéria sobre um homem que tinha sido vítima de um atentado no Rio de Janeiro. Aparecia o nome dele, que não vem ao caso, e abaixo a palavra: contraventor. A matéria seguia e dizia que ele era sobrinho de fulano de tal, famoso contraventor do Rio de Janeiro.
Sei lá, mas olhei para o meu marido e dissemos juntos: agora contraventor é profissão? Talvez, no Rio de Janeiro. Se todo mundo sabe que ele é contraventor, não deveria estar preso?
Seguindo a reportagem soubemos que a bomba foi cirurgicamente colocada no carro, do lado esquerdo, para tingir somente ao motorista. Mas, o senhor contraventor deu a direção para o seu filho, menor de idade, dirigir e ele acabou morrendo no atentado. Uma vez contraventor, sempre contraventor...
Interessante como as pessoas consideram o certo e o errado. Há, ou deveria haver, um senso comum que explicita o que é certo ou errado. Hoje em dia, as pessoas não se guiam mais por este senso ou pela ética que deriva dele e passam a criar categorias de certo e de errado para si mesmas e para seus pares.
No mesmo programa, vi uma doida defender o direito de seu pai colocar uma grade no corredor e encher de bichos. Naquele momento, o conceito de "área comum" de um prédio foi transformado para atender ao gosto de alguém.
Até me pergunto de existe ainda deste senso comum, esta maneira de viver que deveria ser passada de pai para filho, um senso do coletivo, do certo e do errado, do bem e do mal...
Então, o que é mesmo ser um contraventor? É bom ou é ruim?!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Meu Deus!!!!

Um aluno de jornalismo, como tarefa de uma disciplina do curso, faz uma crítica fraquinha sobre um programa de tv a cabo fraquíssimo e posta no blog da turma... e...????

link do texto do aluno:
http://criticadeponta.blogspot.com/2010/03/um-modelo-nao-ser-seguido.html

link onde podemos ver o vídeo do programa, quando o apresentador questiona a crítica...

http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2010/04/06/liberdade-de-expressao/?cp=3#comment-21986

Tirem vocês suas próprias conclusões, mas eu fiquei pasma, primeiro, depois ri a valer, logo após me deu até um certo medinho que ele pudesse me perceber vendo seu vídeo e rindo. Calma que tenho filhos pra criar rsrsssssss.
Não dá para dizer muita coisa de tamanho disparate, coisa sem proporção né? A pessoa se acha... Dá pra refletir muita coisa enquanto se assiste o vídeo. Tentem, se conseguirem chegar até o final. Muitas coisas me passaram pela cabeça. A pessoa não consegue imaginar o mundo com outras pessoas pensantes... Acho que vou mandar o livro da Gloria Kalil sobre etiqueta para ele.
Ela escreveu um capítulo muito legal que se chama: " Muito prazer, o outro existe".
A gente pode pensar muitas coisas sobre pessoas assim, mas o básico é que elas não conseguem perceber o outro, não conseguem perceber nada além delas mesmas. É uma questão simples de ética, etiqueta mesmo.
Vou deixar este post assim, com um grande ponto de interrogação ?

Uii!!! Chega a me arrepiar!!!

domingo, 11 de abril de 2010

Tragédias

Vivemos num mundo assolado pelas tragédias. Não sei de estatísticas, mas parece que ultimamente, acontece uma tragédia atrás da outra e cada vez mais perto de nós. A última que lembro foi a chuva no Rio de Janeiro.
Todas as tragédia, como o nome diz, são trágicas. Hoje é domingo e passei meus olhos no Domingão. Chega a ser mais trágico ainda a forma como a TV lida com a tragédia alheia. Quando vi uma diretora de novela falando que foi muito difícil gravar a novela dela naqueles dias e "quase" a novela atrasa... ..... .... fiquei assim .... sem fala ... como estas reticências...
Não sei mesmo o que é uma tragédia. Aquele monte de mortos ou a novela ter quase atrasado. Fizeram uma operação de guerra para levar os protagonistas ao Projac, com carros fortes... Uau!!!
Não dá para saber mesmo qual é a dimensão de uma tragédia se ela não aconteceu com você. Por isso, nem dá para ajudar, nem dá para saber o que fazer... Acho que só os bombeiros entendem da tragédia alheia, médicos e outros profissionais da saúde, quem sabe. O homem comum só conhece a própria tragédia, que, diga-se de passagem, é sempre maior que a do outro.
Eu repito!!! Mesmo tendo dito isso apenas para mim mesma. Minha vida é um mar de rosas que eu pinto das cores que me convierem, negra até, mas rosas.
Jornalistas, então, não tem a menor possibilidade de entender a tragédia alheia, porque eles precisam fazer aquelas perguntas clássicas: Como você está se sentindo? E agora, o que você vai fazer? Você esperava isso? Deve ter um manual de como fazer perguntas para vítimas de tragédias que todos os acadêmicos de jornalismo estudam na faculdade. Só pode!
A razão para as tragédias continuarem acontecendo deve ser esta. Ninguém se comove com a tragédia alheia e logo ela já é notícia velha, até acontecer novamente.. Ou, a comoção dura tão pouco que não dá tempo de tomar providências. Porque é novidade que quem mora na beira dos rios ou nas encostas está em zona de risco. Não é novidade, mas quando acontece uma tragédia a culpa deve ser de deus ou do demo, como preferir.
No final deste post nem sei mais o que dizer porque não dá para concluir. Nem dá para dar opção. Posso dizer, importem-se com as tragédias do mundo... gritar... E daí, vai fazer diferença? A única diferença que podemos fazer é com ações, pequenas ou grandes, gotas ou enxurradas. Ações!
Agora, eu pergunto, estamos prontos para agir? Você está?


segunda-feira, 5 de abril de 2010

A VIDA COMO ELA É!

Sempre ouço esta frase fazendo referência as obras de Nelson Rodrigues e me soa um pouco trágicômica. A vida é assim trágica, cômica, triste, humor negro mesmo. Não adianta a gente querer ser feliz, porque a vida é como ela é, e, não adianta fazer nada, nem remar contra a maré. "Deixe a vida me levar... vida leva eu..."
Esse pensamento existe, mas eu não gosto dele. A vida é mesmo assim... A vida é. Mas a gente é a gente e olha a vida como quiser.
Hoje vi uma reportagem (velha eu sei) sobre empregados da Azaléia, no interior da Bahia, que perderam dedos e mãos em máquinas para calçado. A reportagem falava que a empresa não indenizava, humilhava, sei lá o que mais. Horrível!!!
Me chamou atenção a fala de um rapaz jovem, bem bonitinho até, que dizia que a vida dele tinha acabado, estava horrível, que ele não podia mais fazer nada, porque tinha perdido três dedos de uma mão. Sem julgar o drama dele, que deve ser horrível, lembro de ver uma jovem que perdeu as duas pernas num acidente com um Banana-boat no Rio de Janeiro, acho. Lembro dela, sem as duas pernas, falando de tudo o que já fazia e ainda poderia fazer. A vida como ela é!
Os dramas da vida são particulares e sei que é muito fácil para mim, que tenho todos os dedos e as duas pernas, ficar falando baboseiras... parece que os dramas não estão na vida, mas estão dentro da gente. Os dramas sempre são sinceros, doem, ferem, acabam mesmo com uma vida.
Vocês percebem que tem gente que tem vocação para o drama? As vezes, eu faço um drama, como nos textos iniciais deste blog, mas são exatamente para exorcizar os problemas da vida real. Faço drama literário, para não passar drama na vida real.
É muito fácil fazer um drama quando nosso problema é grande. O difícil é não dramatizar a vida real, a vida que poderia ser simples, vira uma novela mexicana, daquelas de cenários bregas, roupas demodês e dublagens desconexas. "A vida imita o vídeo."
Talvez, o melhor caminho seja o da vida simples: rir na alegria, chorar na dor, amar sempre que possível, andando um passo de cada vez. Que a vida seja como é! Que a gente seja feliz!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Intimidade virtual

Hoje em dia, estamos todos virtualmente íntimos. Quer dizer, acabamos por conhecer segredos de outros que nunca nos seriam contados face a face. Eu, por exemplo, não tinha me pensado sobre isso até meu último post. Escrevi e mandei o link para meus contatos no e-mail. Recebi muitas respostas interessantes, as quais agradeço imensamente. Mas, agora, todo mundo sabe que eu sou preguiçosa, ou que me acho preguiçosa...
Alooo!!!! A outra escreve no blog e acha que ninguém vai ficar sabendo!!!
Não é isso. É claro que, quando eu escrevi, sabia que as pessoas leriam, pois é isso que eu quero. Mas, nunca tinha pensado no envolvimento que isso traz. Cada um que lê tem uma opinião diferente. Uns acharam graça, outros ficaram preocupados, outros ainda deram conselhos e alguns se colocaram no mesmo lugar que eu. Não sei mais o que eu queria que as pessoas sentissem, mas as opiniões mexeram comigo.
As pessoas responderam, mas quando me encontram nem tocam no assunto. A intimidade ficou só virtual mesmo. Desse jeito, todos ou qualquer um pode ser meu melhor amigo, porque pode interagir, pode se preocupar, pode refletir junto comigo. E o que os melhores amigos fazem, não é isso? E pense que quem eu considero minha melhor amiga nem respondeu nada...
Então, agora, podemos ter nossos melhores amigos virtuais e não são tamagochis não. São pessoas que estão do outro lado (ou ao lado, ou na frente, ou atrás), e sentem como a gente, com a gente...
Acho que estou atrasada neste mundo virtual e fiz uma descoberta óbvia. Tenho agora outra idéia de intimidade. Demorei para escrever outro post porque fiquei pensando nisso. Eu quero mesmo esta exposição? Quero esta intimidade? Gostei disso?
Acho que gostei e vou continuar tentando abrir espaço para este blog. Vou continuar escrevendo, porque preciso desta auto-ajuda. Acho que este blog é a maior expressão da auto-ajuda. Eu estou me auto-ajudando, porque quando escrevo me encontro, me resolvo.
Postar meus pensamentos na rede me faz ser mais responsável com o que eu penso, porque todo mundo vai saber, depois, vai olhar para mim e vai saber... "Eu sei o que você disse nos seu post passado!"
Meus amigos tamagochis, espero que estes textos possam alimentar vocês assim como me alimentam!
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