Já faz tempo que não escrevo aqui. Não porque eu esteja triste, ou porque não tenha tempo. Não estou escrevendo porque estou bem. Ou aparentemente bem.
Percebi que a escrita flui melhor quando estou transtornada, de raiva, de tristeza, de felicidade. Quando estou mexida, mas estar sempre assim, também estressa. Então não escrevo.
Não sou nem um pouquinho disciplinada para escrever, acho que isso me falta. Poderia escrever todos os dias, mas não acontece. Por quê!? Acho que ainda falta me resolver... quanto a isso... acho que anda a caminho.
quando escrevo
outro mundo se desvenda
outro, ou o mesmo
de outra cor.
minhas palavras
primeiro pensamento
depois forma
me constroem
não sei viver sem palavras
em cada pedaço de mim
encontro uma definição
em cada palavra
algo de mim se vai
ou permanece
permeio este estranhamento
de idéias
permeio um universo a definir
a explicar com palavras
que conhecendo, me conhece também.
domingo, 7 de setembro de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
VIAGENS
Pode um barquinho de papel descendo a enxurrada ser uma viagem? Pode alguém que nunca saiu de seu bairro, de sua cidade, conhecer o mundo?
Eu digo que pode sim! Hoje, que podemos ver China e seus Jogos Olímpicos tão perto como se fosse um jogo no Campinho do Vila, o mundo está pequeno, tão pequeno que observar um barquinho de papel na enxurrada pode ser como navegar nas cataratas do Niágara.
Mas tudo depende... tudo depende de cada um e de como se permite ver o mundo, de como se permite viajar nas possibilidades que se apresentam ao nosso redor.
Quando eu era criança, conheci o mundo nas páginas da enciclopédia que meu pai folheava comigo, vi prédios e conheci cidades tão diferentes da minha, mas de certa forma iguais, porque naquelas cidades também passeia gente pelas calçadas. Em cada cidade do mundo, tem gente que trabalha, que vai a escola ou não vai porque a mãe ficou doente, que estuda ou que falta a aula no dia de prova, gente igual a qualquer um de nós, gente que nasce e morre, no tempo do nosso piscar de olhos.
Saber que há tanta gente assim no mundo me assombra. Saber que posso conhecê-los através da Internet, me deslumbra. Saber que há um programa de computador que me permite ver o bairro e a casa de uma menina que mora na Austrália e que ela pode ver minha casa, me dá um medo... É uma viagem sem sair do lugar... Apenas no computador da escola.
Saber que tem gente que não quer ver o mundo, me entristece. Isso mesmo, fico triste quando sei que tem gente que não consegue viajar, não porque não tem dinheiro, mas porque fechou os olhos para o mundo. Fechou os olhos, os ouvidos e todos os sentidos... Gente que ficou velho, mesmo com 13 anos. Gente que passa por mim todos os dias, ou passa por você, de olhos baixos, pensando pequeno ou pensando vazio. Ui, pensamento vazio me assusta.
Dá pra viajar sim, todo o dia quando a gente sai de casa e se permite ouvir o passarinho que cantou, a árvore que floriu, a lua que ainda aparece no céu quando o sol já ilumina. Dá pra viajar sim quando a gente lê um livro que nos transporta, quando a gente ouve o amigo contar da sua noite, quando a gente escuta o professor falar de um lugar bem longe, quando a agente vê na TV que tem gente morrendo na guerra, que descobriram mais um planeta longínquo, quando acessamos nosso Orkut e participamos de uma comunidade diferente...
Cada viajem pode nos tornar diferentes, mais interessantes, mais felizes. Um dia depois do outro, somos mesmo viajantes. E um viajante que se preza nunca fecha os olhos para nada. Nunca!
E os seus olhos estão abertos para que?
Eu digo que pode sim! Hoje, que podemos ver China e seus Jogos Olímpicos tão perto como se fosse um jogo no Campinho do Vila, o mundo está pequeno, tão pequeno que observar um barquinho de papel na enxurrada pode ser como navegar nas cataratas do Niágara.
Mas tudo depende... tudo depende de cada um e de como se permite ver o mundo, de como se permite viajar nas possibilidades que se apresentam ao nosso redor.
Quando eu era criança, conheci o mundo nas páginas da enciclopédia que meu pai folheava comigo, vi prédios e conheci cidades tão diferentes da minha, mas de certa forma iguais, porque naquelas cidades também passeia gente pelas calçadas. Em cada cidade do mundo, tem gente que trabalha, que vai a escola ou não vai porque a mãe ficou doente, que estuda ou que falta a aula no dia de prova, gente igual a qualquer um de nós, gente que nasce e morre, no tempo do nosso piscar de olhos.
Saber que há tanta gente assim no mundo me assombra. Saber que posso conhecê-los através da Internet, me deslumbra. Saber que há um programa de computador que me permite ver o bairro e a casa de uma menina que mora na Austrália e que ela pode ver minha casa, me dá um medo... É uma viagem sem sair do lugar... Apenas no computador da escola.
Saber que tem gente que não quer ver o mundo, me entristece. Isso mesmo, fico triste quando sei que tem gente que não consegue viajar, não porque não tem dinheiro, mas porque fechou os olhos para o mundo. Fechou os olhos, os ouvidos e todos os sentidos... Gente que ficou velho, mesmo com 13 anos. Gente que passa por mim todos os dias, ou passa por você, de olhos baixos, pensando pequeno ou pensando vazio. Ui, pensamento vazio me assusta.
Dá pra viajar sim, todo o dia quando a gente sai de casa e se permite ouvir o passarinho que cantou, a árvore que floriu, a lua que ainda aparece no céu quando o sol já ilumina. Dá pra viajar sim quando a gente lê um livro que nos transporta, quando a gente ouve o amigo contar da sua noite, quando a gente escuta o professor falar de um lugar bem longe, quando a agente vê na TV que tem gente morrendo na guerra, que descobriram mais um planeta longínquo, quando acessamos nosso Orkut e participamos de uma comunidade diferente...
Cada viajem pode nos tornar diferentes, mais interessantes, mais felizes. Um dia depois do outro, somos mesmo viajantes. E um viajante que se preza nunca fecha os olhos para nada. Nunca!
E os seus olhos estão abertos para que?
sábado, 23 de agosto de 2008
CHEGA DE FUNDO!
Sábado novamente. Chega de fundo do poço. Acho que o assunto já esgotou, né. Mesmo que, talvez, eu ainda não tenha saído completamente, já me considero na escalada. Isso, não vou saír de guindaste ou puxada. Vou escalar e chegar ao topo (quer dizer ao nível da rua) por méritos próprios e físicos. Isso significa que hoje está começando minha dieta. Hoje está começando minha sequencia de exercícios para manter minha forma (manter não, recuperar ou melhorar) e poder escalar o poço.
DIETA E EXERCÍCIOS DIA 1.
Agora todos vão ter que aguentar a sequencia de post cpm este título.
E lá vou eu....
DIETA E EXERCÍCIOS DIA 1.
Agora todos vão ter que aguentar a sequencia de post cpm este título.
E lá vou eu....
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