Ando um pouco triste nos últimos dias. A notícia de que um menino de 16 anos teria confessado 6 assassinatos aqui na minha cidade, me deixou com um peso no coração.
Para mim, dar aulas é um prazer. Dou aulas de português, de literatura, de poesia. Gosto de fazer as crianças entenderem a lingua como uma coisa viva, as palavras pulsantes no universo do nosso pensamento.
E daí! O que isso faz de diferença na vida de alguém? Teria feito na vida desse menino? Eu teria percebido essa "tendência homicida"? Ele teria se contaminado pela poesia e entendido que não dá para sair matando as pessoas por aí. Ou teria matado a si mesmo? Sei lá!
Se eu fosse mãe dele? Teria feito algo quando fiquei sabendo do seu primeiro homicídio? Como eu traria ele para perto de mim? Como é que eu trago meus filhos para perto de mim? O que eu faria se ele matasse um filho meu?
Nossa vida não acontece de repente. Vamos fazendo ela a cada dia que vivemos, vamos tecendo nosso futuro com as escolhas que fazemos diariamente. Parece clichê, mas é verdade. Não se acorda num dia ensolarado pela manhã e mata o primeiro que te encarar. Tudo ficou pronto antes, o agora é só reflexo. Nos olhamos no espelho não para nos vermos hoje, mas para prepararmos o amanhã.
Tenho dois filhos lindos que estão agora regando sua vida. Como fazer isso? Como ajudar para que eles consigam preparar bem o terreno, ter boas sementes e cuidar bem dos brotos? Quando o amor basta?
Parece que o amor só basta quando é dividido e se multiplica. Quando é espalhado e não se guarda em si mesmo. Outro dia eu já falava que não se pode sentir o sentimento do outro, então, é preciso falar, espalhar o amor em palavras gentis, em carinhos, em olhares afetuosos e seguros. Amor não se pode esperar, porque não vem de graça.
O que será que esse menino tem dentro dele? O que ele vê quando se olha no espelho? Parece que ele age como se o mundo devesse algo a ele. Mas, quem não tiver nada para dar, também não receberá nada.
Não consigo deixar de pensar nisso com tristesa, porque não temos que nos preparar para a vida. temos que prepara a nossa vida, com muito carinho e cuidado. É isso que tenho que fazer com os meus filhos: ajudá-los a cultivar a vida.
domingo, 30 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
PACTOS
Quem controla quando fazemos pactos com a gente mesmo? Todo mundo já prometeu alguma coisa para si mesmo em alguma época da sua vida. Cumpriu? Se não cumpriu, esqueceu? Não dá pra esquecer aquilo que a gente promete pra si mesmo, mas dá pra enrolar... e enrolando, lá vai a gente ladeira a baixo.
Ui!!! auto-ajuda das boas....
Vamos curtir um poema saído agora dor forno pra relaxar.
Ui!!! auto-ajuda das boas....
Vamos curtir um poema saído agora dor forno pra relaxar.
AUTOCONHECIMENTO
quem se conhece não se estranha
não se estranha que chore
que grite
que palavreie verdades
quem se conhece
precisa permitir perder-se
porque só se acha
quem um dia foi ao léu
dói mais entregar-se a si mesmo
do que ao outro
o outro nunca atravessa
a gente... está dentro!
quem se conhece não se estranha
não se estranha que chore
que grite
que palavreie verdades
quem se conhece
precisa permitir perder-se
porque só se acha
quem um dia foi ao léu
dói mais entregar-se a si mesmo
do que ao outro
o outro nunca atravessa
a gente... está dentro!
quarta-feira, 12 de março de 2008
PREGUIÇA
Não posso acreditar que a preguiça tenha me pego outra vez. Não estou mais fazendo ginástica. Cada dia, invento uma desculpa esfarrapada, que falo para mim mesma, apenas em pensamento, porque em voz alta nem eu mesma acreditaria. Assim vou indo... E a minha decisão? Deixa pra depois!
Não pode ser preguiça. Deve ser outra coisa disfarçada dela, uma síndrome, um distúrbio, uma fobia, sei lá. Preguiça pura, purinha, não. Modernamente falando, acho que tenho que fazer terapia para me livrar dela. Depois de anos de psicanálise, ficarei mais magra? Com certeza, mais pobre, porque o convênio não cobre...
Quantas calorias se gasta digitando um texto? E ficar na rede lendo, vale como exercício?
Meu marido não fala mais nada, mas ainda ecoa em mim: "eu quero é prova..."
Ficamos aí...
Não pode ser preguiça. Deve ser outra coisa disfarçada dela, uma síndrome, um distúrbio, uma fobia, sei lá. Preguiça pura, purinha, não. Modernamente falando, acho que tenho que fazer terapia para me livrar dela. Depois de anos de psicanálise, ficarei mais magra? Com certeza, mais pobre, porque o convênio não cobre...
Quantas calorias se gasta digitando um texto? E ficar na rede lendo, vale como exercício?
Meu marido não fala mais nada, mas ainda ecoa em mim: "eu quero é prova..."
Ficamos aí...
Assinar:
Postagens (Atom)